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"A primeira condição para modificar a realidade consiste em conhecê-la."
Eduardo Galeano
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domingo, 24 de agosto de 2014

Questões de Vestibular: GUERRA FRIA

Questões de Vestibular/ENEM/Concursos:

1.   Os 45 anos que vão do lançamento das bombas atômicas até o fim da União Soviética, não foram um período homogêneo único na história do mundo. (...) dividem-se em duas metades, tendo como divisor de águas o início da década de 70. Apesar disso, a história deste período foi reunida sob um padrão único pela situação internacional peculiar que o dominou até a queda da URSS. (HOBSBAWM, Eric J. Era dos Extremos. São Paulo: Cia das Letras,1996). O período citado no texto e conhecido por “Guerra Fria” pode ser definido como aquele momento histórico em que houve:
a) corrida armamentista entre as potências imperialistas europeias ocasionando a Primeira Guerra Mundial.
b) domínio dos países socialistas do Sul do globo pelos países capitalistas do Norte.
c) choque ideológico entre a Alemanha Nazista / União Soviética Stalinista, durante os anos 30.
d) disputa pela supremacia da economia mundial entre o Ocidente e as potências orientais, como a China e o Japão.
e) constante confronto das duas superpotências que emergiram da Segunda Guerra Mundial.

2.       Após a Segunda Guerra Mundial, consolidou-se uma ordem político-econômica internacional que expressou o(a):
a) conflito político e ideológico entre a União Soviética e os Estados Unidos.
b) supremacia política e militar da Europa Ocidental.
c) subordinação neocolonial dos países árabes e da América Latina.
d) liderança política mundial da China Comunista através de sua participação na ONU.
e) hegemonia econômica mundial das ex-nações imperialistas, tais como a Inglaterra e a França.

3.       A URSS transformou-se, após 1945, numa das potências mundiais, tanto no campo econômico como técnico. Um dos melhores exemplos dessa transformação é o:
a) desenvolvimento da política espacial, representada pela viagem em torno da Terra por Gagarin.
b) desenvolvimento da indústria cinematográfica e das teorias em torno da fusão nuclear.
c) desenvolvimento da indústria automobilística e o incremento do sistema industrial privado.
d) crescimento do mercado interno, com o desenvolvimento de novas técnicas de cultivo agrícola e aumento de salários.
e) crescimento da produção agrícola em função do fim da intervenção do Estado no setor e de técnicas administrativas americanas.

4.       "... foi um período em que a guerra era improvável, mas a paz era impossível. A paz era impossível porque não havia maneira de conciliar os interesses de capitalistas e comunistas. Um sistema só poderia sobreviver à custa da destruição total do outro. E a guerra era improvável porque os dois blocos tinham acumulado tamanho poder de destruição, que se acontecesse um conflito generalizado seria, com certeza, o último..."
O texto descreve uma problemática que, na história recente da humanidade,
a) identifica as tensões internacionais durante a Revolução Russa.
b) ilustra as relações americano-soviéticas durante a Guerra Fria.
c) caracteriza o panorama mundial durante a Guerra do Golfo Pérsico.
d) revela o perigo da corrida armamentista durante a Revolução Chinesa.
e) explica os movimentos pacifistas no Leste Europeu durante a Guerra do Vietnã.

5.       Em agosto de 1961, na "Conferência Econômica e Social de Punta Del Este", o presidente John Kennedy apresentou aos países latino-americanos o projeto da "Aliança para o Progresso", o qual previa, em linhas gerais, o aperfeiçoamento e fortalecimento das instituições democráticas, mediante a autodeterminação dos povos, a aceleração do desenvolvimento econômico e social dos países latino-americanos, a erradicação do analfabetismo e a garantia aos trabalhadores de uma justa remuneração e adequadas condições de trabalho.  Situando a "Aliança para o Progresso" no contexto das relações internacionais vigentes no Pós-Guerra, constatamos que sua criação se deveu ao desejo do governo norte-americano de
a) bloquear a acentuada evasão de capitais latino-americanos, resultante da importação maciça de bens de consumo japoneses e das altas taxas de juros pagas aos países integrantes do "Pacto de Varsóvia" por conta dos empréstimos contraídos na década de 50.
b) conter o avanço dos movimentos revolucionários na América Latina, reafirmando assim a liderança exercida pelos EUA sobre o Continente, numa conjuntura de acirramento da Guerra Fria por conta da Revolução Cubana.
c) desviar, para a América Latina, parte dos investimentos previstos no "Plano Global de Descolonização Afro-Asiática", em virtude das revoluções socialistas de Angola e Moçambique, que tornaram a posição norte-americana na África insustentável.
d) impedir que a República Federal Alemã, país de orientação socialista, firmasse acordos com a finalidade de transplantar tecnologia nuclear para o Terceiro Mundo, a exemplo do que havia ocorrido no Brasil sob o governo JK.
e) reabilitar os acordos diplomáticos entre os EUA e os demais países latino-americanos, que haviam sido rompidos quando da invasão de Honduras e do Equador pelas tropas norte-americanas, fortalecendo assim a OEA.

6.       Jamais a face do globo e a vida humana foram tão dramaticamente transformadas quanto na era que começou sob as nuvens em cogumelo de Hiroxima e Nagasaki. [...]. E de qualquer modo, a primeira contingência que se teve de enfrentar foi o imediato colapso da grande aliança antifascista. (HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos: o breve século XX - 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 177) 
São momentos marcantes da nova era assinalada pelo historiador, EXCETO
a) o exercício de força praticado por Kruschev, em 1962, colocando mísseis soviéticos em Cuba.
b) a Doutrina Truman, de 1947, perpetuando as rivalidades e conflitos entre os grandes impérios europeus.
c) o prolongamento da Guerra do Vietnã, de 1965 a 1975, dividindo a opinião pública da nação norte-americana.
d) a construção do Muro de Berlim, em 1961, fechando a última fronteira indefinida entre o Oriente e o Ocidente na Europa.
e) a intervenção dos EUA e seus aliados na Coréia, em 1950, impedindo a instalação do regime comunista no sul do país asiático.

7.       A Alemanha comemorou ontem os 50 anos desde a construção do Muro de Berlim, quando o lado leste (comunista) fechou suas fronteiras, dividindo a cidade em dois durante 28 anos e partindo famílias ao meio. A divisão acabou em novembro de 1989 depois que a Alemanha Oriental abriu o muro em meio a uma maciça pressão de manifestantes e à abertura política na União Soviética. (O Tempo, 14/08/2011, p.15)
A construção do muro de Berlim, em 1961, visava:
              a)       Impedir um ataque militar das potências capitalistas contra a zona de ocupação soviética.
              b)       Reafirmar a divisão da Alemanha ocorrida após a Segunda Guerra Mundial.
              c)       Impedir o fluxo de pessoas para a Alemanha Ocidental capitalista.
              d)       Incentivar o fluxo de pessoas para a Alemanha Oriental comunista.
              e)       Encerrar a polarização ideológica entre capitalismo e comunismo na Alemanha.

        8.   O fim da Guerra Fria e da bipolaridade, entre as décadas de 1980 e 1990, gerou expectativas de que seria instaurada 
               uma ordem internacional marcada pela redução de conflitos e pela multipolaridade. 
O panorama estratégico do mundo pós-Guerra Fria apresenta:  
           a)       o aumento de conflitos internos associados ao nacionalismo, às disputas étnicas, ao extremismo religioso e ao                      fortalecimento de ameaças como o terrorismo, o tráfico de drogas e o crime organizado.
           b)       o fim da corrida armamentista e a redução dos gastos militares das grandes potências, o que se traduziu em maior                 estabilidade nos continentes europeu e asiático, que tinham sido palco da Guerra Fria. 
           c)       o desengajamento das grandes potências, pois as intervenções militares em regiões assoladas por conflitos passaram            a ser realizadas pela Organização das Nações Unidas (ONU), com maior envolvimento de países emergentes. 
          d)       a plena vigência do Tratado de Não Proliferação, que afastou a possibilidade de um conflito nuclear como ameaça                global, devido à crescente consciência política internacional acerca desse perigo. 
          e)       a condição dos EUA como única superpotência, mas que se submetem às decisões da ONU no que concerne às                   ações militares. 
         
          GABARITO:
          1- A, 2 - A, 3 - E, 4 - B, 5 - B, 6 - B, 7 - C, 8 - A

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